segunda-feira, 10 de maio de 2010

Crítica do Dia: Homem de Ferro 2


Em pleno domingo pós-futebol, nada melhor que não assistir Faustão; fui ver o primeiro grande Fenômeno de bilheterias do ano, a continuação do sucesso da Marvel: Homem de Ferro 2. Peguei o bonde e desci rumo ao cinema do centro. Paguei meia no ingresso - agora eu posso - e sentei na poltrona à espera da sessão. Confesso que sou muito fã de adaptações de HQ's, minha lista de melhores são os três pilares de heróis que deram certo na telona - X-Men, Homem-Aranha e Batman (Cristopher Nolan) - pois o resto, fico longe de elogiar.

A fita que começa exatamente onde acabou seu precursor é a reveação de Tony Stark à imprensa de que ele é o Homem de Ferro. Sendo assim, sua identidade estava exposta ao mundo todo, despertando do outro lado do planeta uma ira familiar de outrora de um físico russo - Mickey Rourke, como sempre excelente - que assim como Stark, projeta uma armadura de combate. Tony ainda tem que lidar com a intromissão do governo americano que quer de tudo se apoderar do invento dele para combate bélico. Ainda mais interessado na arma de Stark está seu concorrente de vendas de armamentos, Justin Hammer - vivido por Sam Rockwell - ambicioso que é, tenta de tudo destruir indiretamente seu antagônico vendedor. As atuações de Gwyneth Paltrow e Scarlett Johansson não me convenceram, só estavam no filme para mostrar suas curvas sinuosas e nada mais. Não demonstraram boa atuação - eu sei que elas são dignas disso - nem uma expressão sequer consegui tirar delas. Destaque sem dúvidas vai para Robert Downey Jr, como sempre fazendo um Stark ao grau dos quadrinhos - egocêntrico, arrogante, metrossexual ... A seqüencia com Samuel L. Jackson (Nick Fury) é sensacional e mostra um certo charme de atuação que estava faltando na película.

Mostrando boas cenas de luta, tiros e voos, o diretor Jon Favreau tem capacidade de filmar grandiosos filmes, mas infelizmente com um roteiro fraco como essa continuação não há ângulos fantásticos de câmera que salve. Meu mérito vai mesmo para Downey Jr que soube segurar bem seu personagem, mesmo com tantos adjetivos negativos cai no gosto do público. O filme ainda nos presenteia com a prévia do futuro e aguardado filme dos Vingadores, visto nas cena em que são revelados o dossiê da iniciativa Vingadores, o escudo do Capitão América e o Martelo de Thor, melhor que isso impossível. Se você quer relaxar e sair de casa para não ver Faustão e cia de domingo, pegue uma sessão de Homem de Ferro 2 e se distraia, sem compromisso!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Crítica do Dia: Um Dia de Cão (1975)


Em um sábado tediante me bateu uma saudade de ver os filmes do grande Al Pacino, mas como já tinha visto quase todas as obras desse excelente ator, fiquei a ver navios. Mas em devaneios ocorreu-me um filme que ainda não tinha visto: "Um Dia de Cão" de 1975, dirigido por Sidney Lumet. Já corri para os sites de download e baixei essa película setentista, bebendo uns bons litros de café comecei a assistir. Filme sobre assalto a banco as vezes se torna monótono, mas com esse é diferente. O ambiente inteiro é dentro do banco, mas a ação faz com que prenda o espectador até o ápice.

A trama é sobre dois amigos decididos a roubar um banco no subúrbio do Brooklyn em Nova York, para que um deles pague a cirurgia de mudança de sexo de seu amante. Sem experiência na arte de assalto, o dois personagem se mostram ingênuos para abordagem com os reféns, mas no decorrer do filme o instinto de aprendizagem se ascende, principalmente na personagem de Pacino, mostrando ser um ativista, combatente dos maus tratos que a polícia fazia contra as pessoas ele saí as ruas gritando "Attica" - referência a um assalto a banco nessa região onde os assaltantes mesmo se rendendo foram mortos pela polícia - é o ponto mais alto e memorável do filme. A personagem consegue com sua retórica atrair o público de curiosos ao redor do banco para o lado dele.

A dupla principal Al Pacino e Jhon Cazale - o eterno Freddo de O Poderoso Chefão - dão um show de interpretação. Cazale sendo mais sério e sempre acreditando que aquele assalto iria dar em erros faz presságios de um certo fim trágico. Pacino já explora um certo marquetismo em seu personagem. Sabendo do sucesso que obteve em se expressar contra a polícia tenta de tudo para encoraja-los, tento seus 15 minutos de fama. O clímax é surpreendente e ao mesmo tempo frustrante para os assaltantes que certamente os torna abaixo do que eles pensavam ser.

A direção de Lumet é magnífica, mostrando a NY dos anos 1970, influência em todo mundo devido o American Way Of Life, mas sem se preocupar com esse padrão ele explora as partes menos favoráveis da cidade que nunca dorme - fato que naquela década muitos estúdios cinematográficos não exploravam - escondiam da sociedade mundial. Outro fato transmitido é a intromissão da mídia nos acontecimentos do cotidiano - vide nos dias de hoje.

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator (Al Pacino) e venceu na categoria Melhor Roteiro. Uma brilhante obra que está por decênios maravilhando as pessoas de todas a gerações e assim, fez do meu sábado tedioso ser proveitoso.

Crítica do Dia: Satyricon (1969)


Pego de surpresa no primeiro mês de faculdade, sou indiciado a fazer um seminário da matéria de Estudos Clássicos sobre o filme Satirycon de Fellini. Por um lado fiquei contente em analisar uma obra do maestro italiano, por outro uma GRANDE responsabilidade para falar sobre o excepcional diretor dos maravilhosos "Oito e Meio" e "La Dolce Vitá".

Mas isso não afetou a minha curiosidade e decidi assistir, num momento olhos arregalados nos primeiros 30 minutos. O filme te transporta para o século I d. C. nos anos de decadência do vasto Império Romano, em pleno governo do louco Nero. As cenas são fortes, mostram uma Roma obscura, selvagem e sem raciocínio. Pessoas se transformam em animais, não se importando com o próximo, sendo como única alternativa o instinto de sobrevivência.

Nesse contexto está incluso a história de Encópio e Ascilto, dois jovens itinerantes que sentem paixão pelo garoto Gitão, isso coloca-os em confronto de ciúmes pelo amor do menino. No caminho eles encontram um velho e decadente poeta Eumolpo, que decide ir junto com o trio em busca de Príapo, a deusa da ereção, pois Encópio fora amaldiçoado pela própria a ficar impotente devido a profanação feito por ele aos deuses.

A direção de arte é fenomenal, influência do Surrealismo, principalmente de Dali e Magritte. As cenas de nudez e sexo são o ponto forte. A maravilhosa sequência do Banquete de Trimalchio - considerado o melhor capítulo do livro de Petronius - é de total sarcasmo para com os jantares exuberantes da classe alta daquela era. Assim como no romance, a película termina sem conclusão, não mostra o desfecho da personagem Encópio, mas o espectador já pode ter uma certa noção de seu destino.

O filme fez muito sucesso no ano de seu lançamento em 1969 - auge da revolução sexual iniciado pelo movimento Hippie - sendo um marco de liberdade para a mente jovem presa a antiga cultura de influência religiosa, autoritária e opressora das décadas de 1950 e 1960. Fellini traz para o público a cultura clássica romana - em que homossexualismo era ato normal. Tentando a juventude à mudar os métodos impostos por seus pais e assim, renovar o modelo de sociedade. Sendo herança para os nossos anos.

quinta-feira, 18 de março de 2010



Coronel Hans Landa da SS. Este nome foi o que mais se comentou no ano de 2009. Muitos elogios e salvas de palmas para esta personagem do filme Inglórios Bastardos, de Quentin Tarantino. Méritos para Chistroph Waltz, nascido em 1956 na Austria, começou a carreira no teatro austríaco e em seguida nos palcos de Nova York, mas foi na televisão que se destacou até conseguir a ascensão e prêmios no filme de Tarantino. A personagem de Bastardos Inglórios é considerada uma das melhores do ano e a atuação é digna de méritos; tanto que Waltz venceu Cannes, Globo de Ouro e o Oscar pela interpretação.

O filme inicia-se com a maravilhosa sequência de interrogatório numa zona rural da França, que como diz nos créditos, o país está ocupado pelos nazistas. As retóricas de Landa são de deixar o espectador tenso. Com seu tom satírico e argumentos intrínsecos consegue persuadir o suspeitos sem ao menos abusar da força. O Caçador de Judeus como é conhecido, faz dele o orgulho pela fama. Braço direito de Hitler na captura de judeus, Coronel Hans Landa não se limita de seu poder e usa de tudo para conseguir o que quer.

O ponto alto do filme é a sua traição para com o partido nazista num incrível diálogo entre ele e o chefe dos Bastardos Aldo Raine (Brad Pitt), mostrando estar disposto a fornecer o fim da guerra em troca de mordomias e perdão. A seqüencia é sensacional, com sua excentricidade e ao mesmo tempo com um gênero temperamental, Col. Hans Landa não torna-se inimigo para o público e sim, cai no agrado e sempre deixa uma vontade de querermos ver mais dele nas cenas. Tarantino caprichou nesta que é uma das melhores personagem de sua carreira num dos maiores filmes da primeira década do século XXI.

terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010 - Prognóstico dos Vencedores


Guerra ao Terror foi o grande vencedor da 82º entrega dos prêmios da Academia de Cinema. Levando para casa 6 estatuetas douradas - Filme, Direção, Edição, Roteiro Original, Edição de Som e Mixagem de Som - e se tornando o maior ganhador da noite.

O destaque da cerimônia com certeza foi o prêmio de Melhor Direção para Kahtryn Bigelow - a primeira mulher a vencer nesta categoria - que manteve o favoritismo. Com um discurso de apoio aos soldados estadunidenses no Iraque e Afeganistão, Kahtryn foi aplaudida de pé. Não deu nem tempo de comemorar e Bigelow volta ao palco, agora para receber a estatueta cobiçada, Melhor Filme, recebida das mãos de Tom Hanks. O elenco e os produtores festejaram, consagrando a incrível jornada que o filme fez até o Oscar.

Não houve surpresas nos prêmios de atuação. Todos os favoritos faturaram seu carequinha dourado. A disputa mais acirrada foi na categoria de Melhor Atriz, entre Bullock e Streep, mas foi mesmo Sandra Bullock que saiu na frente, ganhando seu primeiro Oscar. Prefiro a Meryl, mas paciência. Merecidos foram os Oscars de Ator e Atriz Coadjuvantes para Waltz e Mo' Nique, entrando na história por terem realizados dois dos maiores personagens deste século. Emocionante foi a entrega do prêmio para Jeff Bridges - que já tinha sido indicado 5 vezes e nunca venceu - emocionado e feliz agradeceu os membros da Academia e principalmente olhando para cima dedicou o Oscar a seu pai e mãe, os também atores Lloyd Bridges e Dorothy Simpson. Num grande gesto, a platéia aplaudiu Bridges de pé deixando-o quase em lágrimas. Fantástico momento da noite.

A apresentação ficou para os hilariantes mestres de cerimônia Alec Baldwin e Steve Martin, dupla perfeita, com piadas engajadas e afiados para com os atores da platéia - George Clooney que diga. A paródia com o filme de terror "Atividade Paranormal" foi de rolar de rir. Na minha opinião, merecem repetir a apresentação em outras cerimônias.

Foi um grande espetáculo, sendo mais ágil a entrega dos prêmios e não tendo enrolação nos agradecimentos. A grande homenagem ao diretor John Hughes foi o ponto máximo, assim como a canção ao vivo de James Taylor para a parte In Memorian, vibrante e sensacional. O Oscar deste ano foi o marco para a história, mostrando que o plebeu - Guerra ao Terror - surpreendeu o poderoso rei das bilheterias - Avatar! Superando em prêmios e escrevendo a sua marca para ser lembrado no futuro.




Oscar 2010 - Os Consagrados...