segunda-feira, 3 de maio de 2010

Crítica do Dia: Um Dia de Cão (1975)


Em um sábado tediante me bateu uma saudade de ver os filmes do grande Al Pacino, mas como já tinha visto quase todas as obras desse excelente ator, fiquei a ver navios. Mas em devaneios ocorreu-me um filme que ainda não tinha visto: "Um Dia de Cão" de 1975, dirigido por Sidney Lumet. Já corri para os sites de download e baixei essa película setentista, bebendo uns bons litros de café comecei a assistir. Filme sobre assalto a banco as vezes se torna monótono, mas com esse é diferente. O ambiente inteiro é dentro do banco, mas a ação faz com que prenda o espectador até o ápice.

A trama é sobre dois amigos decididos a roubar um banco no subúrbio do Brooklyn em Nova York, para que um deles pague a cirurgia de mudança de sexo de seu amante. Sem experiência na arte de assalto, o dois personagem se mostram ingênuos para abordagem com os reféns, mas no decorrer do filme o instinto de aprendizagem se ascende, principalmente na personagem de Pacino, mostrando ser um ativista, combatente dos maus tratos que a polícia fazia contra as pessoas ele saí as ruas gritando "Attica" - referência a um assalto a banco nessa região onde os assaltantes mesmo se rendendo foram mortos pela polícia - é o ponto mais alto e memorável do filme. A personagem consegue com sua retórica atrair o público de curiosos ao redor do banco para o lado dele.

A dupla principal Al Pacino e Jhon Cazale - o eterno Freddo de O Poderoso Chefão - dão um show de interpretação. Cazale sendo mais sério e sempre acreditando que aquele assalto iria dar em erros faz presságios de um certo fim trágico. Pacino já explora um certo marquetismo em seu personagem. Sabendo do sucesso que obteve em se expressar contra a polícia tenta de tudo para encoraja-los, tento seus 15 minutos de fama. O clímax é surpreendente e ao mesmo tempo frustrante para os assaltantes que certamente os torna abaixo do que eles pensavam ser.

A direção de Lumet é magnífica, mostrando a NY dos anos 1970, influência em todo mundo devido o American Way Of Life, mas sem se preocupar com esse padrão ele explora as partes menos favoráveis da cidade que nunca dorme - fato que naquela década muitos estúdios cinematográficos não exploravam - escondiam da sociedade mundial. Outro fato transmitido é a intromissão da mídia nos acontecimentos do cotidiano - vide nos dias de hoje.

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator (Al Pacino) e venceu na categoria Melhor Roteiro. Uma brilhante obra que está por decênios maravilhando as pessoas de todas a gerações e assim, fez do meu sábado tedioso ser proveitoso.

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