segunda-feira, 10 de maio de 2010

Crítica do Dia: Homem de Ferro 2


Em pleno domingo pós-futebol, nada melhor que não assistir Faustão; fui ver o primeiro grande Fenômeno de bilheterias do ano, a continuação do sucesso da Marvel: Homem de Ferro 2. Peguei o bonde e desci rumo ao cinema do centro. Paguei meia no ingresso - agora eu posso - e sentei na poltrona à espera da sessão. Confesso que sou muito fã de adaptações de HQ's, minha lista de melhores são os três pilares de heróis que deram certo na telona - X-Men, Homem-Aranha e Batman (Cristopher Nolan) - pois o resto, fico longe de elogiar.

A fita que começa exatamente onde acabou seu precursor é a reveação de Tony Stark à imprensa de que ele é o Homem de Ferro. Sendo assim, sua identidade estava exposta ao mundo todo, despertando do outro lado do planeta uma ira familiar de outrora de um físico russo - Mickey Rourke, como sempre excelente - que assim como Stark, projeta uma armadura de combate. Tony ainda tem que lidar com a intromissão do governo americano que quer de tudo se apoderar do invento dele para combate bélico. Ainda mais interessado na arma de Stark está seu concorrente de vendas de armamentos, Justin Hammer - vivido por Sam Rockwell - ambicioso que é, tenta de tudo destruir indiretamente seu antagônico vendedor. As atuações de Gwyneth Paltrow e Scarlett Johansson não me convenceram, só estavam no filme para mostrar suas curvas sinuosas e nada mais. Não demonstraram boa atuação - eu sei que elas são dignas disso - nem uma expressão sequer consegui tirar delas. Destaque sem dúvidas vai para Robert Downey Jr, como sempre fazendo um Stark ao grau dos quadrinhos - egocêntrico, arrogante, metrossexual ... A seqüencia com Samuel L. Jackson (Nick Fury) é sensacional e mostra um certo charme de atuação que estava faltando na película.

Mostrando boas cenas de luta, tiros e voos, o diretor Jon Favreau tem capacidade de filmar grandiosos filmes, mas infelizmente com um roteiro fraco como essa continuação não há ângulos fantásticos de câmera que salve. Meu mérito vai mesmo para Downey Jr que soube segurar bem seu personagem, mesmo com tantos adjetivos negativos cai no gosto do público. O filme ainda nos presenteia com a prévia do futuro e aguardado filme dos Vingadores, visto nas cena em que são revelados o dossiê da iniciativa Vingadores, o escudo do Capitão América e o Martelo de Thor, melhor que isso impossível. Se você quer relaxar e sair de casa para não ver Faustão e cia de domingo, pegue uma sessão de Homem de Ferro 2 e se distraia, sem compromisso!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Crítica do Dia: Um Dia de Cão (1975)


Em um sábado tediante me bateu uma saudade de ver os filmes do grande Al Pacino, mas como já tinha visto quase todas as obras desse excelente ator, fiquei a ver navios. Mas em devaneios ocorreu-me um filme que ainda não tinha visto: "Um Dia de Cão" de 1975, dirigido por Sidney Lumet. Já corri para os sites de download e baixei essa película setentista, bebendo uns bons litros de café comecei a assistir. Filme sobre assalto a banco as vezes se torna monótono, mas com esse é diferente. O ambiente inteiro é dentro do banco, mas a ação faz com que prenda o espectador até o ápice.

A trama é sobre dois amigos decididos a roubar um banco no subúrbio do Brooklyn em Nova York, para que um deles pague a cirurgia de mudança de sexo de seu amante. Sem experiência na arte de assalto, o dois personagem se mostram ingênuos para abordagem com os reféns, mas no decorrer do filme o instinto de aprendizagem se ascende, principalmente na personagem de Pacino, mostrando ser um ativista, combatente dos maus tratos que a polícia fazia contra as pessoas ele saí as ruas gritando "Attica" - referência a um assalto a banco nessa região onde os assaltantes mesmo se rendendo foram mortos pela polícia - é o ponto mais alto e memorável do filme. A personagem consegue com sua retórica atrair o público de curiosos ao redor do banco para o lado dele.

A dupla principal Al Pacino e Jhon Cazale - o eterno Freddo de O Poderoso Chefão - dão um show de interpretação. Cazale sendo mais sério e sempre acreditando que aquele assalto iria dar em erros faz presságios de um certo fim trágico. Pacino já explora um certo marquetismo em seu personagem. Sabendo do sucesso que obteve em se expressar contra a polícia tenta de tudo para encoraja-los, tento seus 15 minutos de fama. O clímax é surpreendente e ao mesmo tempo frustrante para os assaltantes que certamente os torna abaixo do que eles pensavam ser.

A direção de Lumet é magnífica, mostrando a NY dos anos 1970, influência em todo mundo devido o American Way Of Life, mas sem se preocupar com esse padrão ele explora as partes menos favoráveis da cidade que nunca dorme - fato que naquela década muitos estúdios cinematográficos não exploravam - escondiam da sociedade mundial. Outro fato transmitido é a intromissão da mídia nos acontecimentos do cotidiano - vide nos dias de hoje.

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator (Al Pacino) e venceu na categoria Melhor Roteiro. Uma brilhante obra que está por decênios maravilhando as pessoas de todas a gerações e assim, fez do meu sábado tedioso ser proveitoso.

Crítica do Dia: Satyricon (1969)


Pego de surpresa no primeiro mês de faculdade, sou indiciado a fazer um seminário da matéria de Estudos Clássicos sobre o filme Satirycon de Fellini. Por um lado fiquei contente em analisar uma obra do maestro italiano, por outro uma GRANDE responsabilidade para falar sobre o excepcional diretor dos maravilhosos "Oito e Meio" e "La Dolce Vitá".

Mas isso não afetou a minha curiosidade e decidi assistir, num momento olhos arregalados nos primeiros 30 minutos. O filme te transporta para o século I d. C. nos anos de decadência do vasto Império Romano, em pleno governo do louco Nero. As cenas são fortes, mostram uma Roma obscura, selvagem e sem raciocínio. Pessoas se transformam em animais, não se importando com o próximo, sendo como única alternativa o instinto de sobrevivência.

Nesse contexto está incluso a história de Encópio e Ascilto, dois jovens itinerantes que sentem paixão pelo garoto Gitão, isso coloca-os em confronto de ciúmes pelo amor do menino. No caminho eles encontram um velho e decadente poeta Eumolpo, que decide ir junto com o trio em busca de Príapo, a deusa da ereção, pois Encópio fora amaldiçoado pela própria a ficar impotente devido a profanação feito por ele aos deuses.

A direção de arte é fenomenal, influência do Surrealismo, principalmente de Dali e Magritte. As cenas de nudez e sexo são o ponto forte. A maravilhosa sequência do Banquete de Trimalchio - considerado o melhor capítulo do livro de Petronius - é de total sarcasmo para com os jantares exuberantes da classe alta daquela era. Assim como no romance, a película termina sem conclusão, não mostra o desfecho da personagem Encópio, mas o espectador já pode ter uma certa noção de seu destino.

O filme fez muito sucesso no ano de seu lançamento em 1969 - auge da revolução sexual iniciado pelo movimento Hippie - sendo um marco de liberdade para a mente jovem presa a antiga cultura de influência religiosa, autoritária e opressora das décadas de 1950 e 1960. Fellini traz para o público a cultura clássica romana - em que homossexualismo era ato normal. Tentando a juventude à mudar os métodos impostos por seus pais e assim, renovar o modelo de sociedade. Sendo herança para os nossos anos.

quinta-feira, 18 de março de 2010



Coronel Hans Landa da SS. Este nome foi o que mais se comentou no ano de 2009. Muitos elogios e salvas de palmas para esta personagem do filme Inglórios Bastardos, de Quentin Tarantino. Méritos para Chistroph Waltz, nascido em 1956 na Austria, começou a carreira no teatro austríaco e em seguida nos palcos de Nova York, mas foi na televisão que se destacou até conseguir a ascensão e prêmios no filme de Tarantino. A personagem de Bastardos Inglórios é considerada uma das melhores do ano e a atuação é digna de méritos; tanto que Waltz venceu Cannes, Globo de Ouro e o Oscar pela interpretação.

O filme inicia-se com a maravilhosa sequência de interrogatório numa zona rural da França, que como diz nos créditos, o país está ocupado pelos nazistas. As retóricas de Landa são de deixar o espectador tenso. Com seu tom satírico e argumentos intrínsecos consegue persuadir o suspeitos sem ao menos abusar da força. O Caçador de Judeus como é conhecido, faz dele o orgulho pela fama. Braço direito de Hitler na captura de judeus, Coronel Hans Landa não se limita de seu poder e usa de tudo para conseguir o que quer.

O ponto alto do filme é a sua traição para com o partido nazista num incrível diálogo entre ele e o chefe dos Bastardos Aldo Raine (Brad Pitt), mostrando estar disposto a fornecer o fim da guerra em troca de mordomias e perdão. A seqüencia é sensacional, com sua excentricidade e ao mesmo tempo com um gênero temperamental, Col. Hans Landa não torna-se inimigo para o público e sim, cai no agrado e sempre deixa uma vontade de querermos ver mais dele nas cenas. Tarantino caprichou nesta que é uma das melhores personagem de sua carreira num dos maiores filmes da primeira década do século XXI.

terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010 - Prognóstico dos Vencedores


Guerra ao Terror foi o grande vencedor da 82º entrega dos prêmios da Academia de Cinema. Levando para casa 6 estatuetas douradas - Filme, Direção, Edição, Roteiro Original, Edição de Som e Mixagem de Som - e se tornando o maior ganhador da noite.

O destaque da cerimônia com certeza foi o prêmio de Melhor Direção para Kahtryn Bigelow - a primeira mulher a vencer nesta categoria - que manteve o favoritismo. Com um discurso de apoio aos soldados estadunidenses no Iraque e Afeganistão, Kahtryn foi aplaudida de pé. Não deu nem tempo de comemorar e Bigelow volta ao palco, agora para receber a estatueta cobiçada, Melhor Filme, recebida das mãos de Tom Hanks. O elenco e os produtores festejaram, consagrando a incrível jornada que o filme fez até o Oscar.

Não houve surpresas nos prêmios de atuação. Todos os favoritos faturaram seu carequinha dourado. A disputa mais acirrada foi na categoria de Melhor Atriz, entre Bullock e Streep, mas foi mesmo Sandra Bullock que saiu na frente, ganhando seu primeiro Oscar. Prefiro a Meryl, mas paciência. Merecidos foram os Oscars de Ator e Atriz Coadjuvantes para Waltz e Mo' Nique, entrando na história por terem realizados dois dos maiores personagens deste século. Emocionante foi a entrega do prêmio para Jeff Bridges - que já tinha sido indicado 5 vezes e nunca venceu - emocionado e feliz agradeceu os membros da Academia e principalmente olhando para cima dedicou o Oscar a seu pai e mãe, os também atores Lloyd Bridges e Dorothy Simpson. Num grande gesto, a platéia aplaudiu Bridges de pé deixando-o quase em lágrimas. Fantástico momento da noite.

A apresentação ficou para os hilariantes mestres de cerimônia Alec Baldwin e Steve Martin, dupla perfeita, com piadas engajadas e afiados para com os atores da platéia - George Clooney que diga. A paródia com o filme de terror "Atividade Paranormal" foi de rolar de rir. Na minha opinião, merecem repetir a apresentação em outras cerimônias.

Foi um grande espetáculo, sendo mais ágil a entrega dos prêmios e não tendo enrolação nos agradecimentos. A grande homenagem ao diretor John Hughes foi o ponto máximo, assim como a canção ao vivo de James Taylor para a parte In Memorian, vibrante e sensacional. O Oscar deste ano foi o marco para a história, mostrando que o plebeu - Guerra ao Terror - surpreendeu o poderoso rei das bilheterias - Avatar! Superando em prêmios e escrevendo a sua marca para ser lembrado no futuro.




Oscar 2010 - Os Consagrados...






Oscar 2010 - O Mistério Acabou!


E O OSCAR VAI PARA...?

domingo, 7 de março de 2010

Oscar 2010 - O Duelo da Noite dos Oscars


Neste ano a Academia ampliou as indicações para o Oscar 2010, serão dez os concorrentes pelo prêmio. Mas somente dois estão em destaque como favoritos, são: Avatar e Guerra ao Terror.

O filme de James Cameron inovou no cenário dos efeitos especiais. Tem como pano de fundo um ambiente distante de nossos olhos ou existência, fazendo o melhor que o cinema pode oferecer, a fantasia; e nisto Cameron se superou. Fico muito contente que a Academia deu lugar a esse gênero para concorrer ao prêmio principal da noite. Antes parecia haver certo preconceito em indicar filmes blockbuster, pois não mostravam a veracidade do cotidiano. A superprodução tem tudo para levar os Oscars técnicos - som, efeitos especiais, direção de arte, cinematografia, edição, trilha sonora, edição de som - mas acho improvável vencer nas categorias principais - Diretor e Filme.

O drama de guerra, Guerra ao Terror, chegou de manso nos cinemas, arrecadando apenas 18 milhões em bilheterias - muito baixo para um filme. Mas o que não arrecadou em bilheterias, faturou em prêmios, são ao todo 16. O filme da diretora Kathryn Bigelow, começou aos poucos pegar no gosto dos críticos, muitos foram os elogios para com a direção, tanto que Kathryn vem na disputa do prêmio de diretor como a favorita, superando as expectativas para com o seu ex-marido, James Cameron. A fita tem como história a vivencia de um esquadrão anti-bombas no Iraque. Aborda situações de solidão perante a terra nada conhecida e cheia de perigos; o medo dos soldados de não saber se viverão até o pôr-do-sol e o psicológico das personagens em relação a guerra iniciada no governo W. Bush. O filme é forte, inclusive nas sequências de desarmes de bombas, destaque para Jeremy Renner - indicado ao Oscar de Melhor Ator - em grande atuação no papel de um soldado que não tem nada a perder e enfrenta o perigo de frente, sem se preocupar com as consequências - a personalidade da personagem é revelada numa magistral sequência no final. São grandes as chances de vencer nas categorias principais - Filme, Direção e Roteiro Original. Boas também são nas técnicas, mas será difícil superar Avatar.

Somente hoje a noite saberemos quem será o vencedor e que entrará para o hall dos grandes filmes premiados na categoria de Melhor Filme. Minha aposta (está cravada em alguns posts abaixo) é em Guerra ao Terror, isso na razão, mas o meu coração quer muito que ganhe o novo filme do Tarantino, Bastardos Inglórios, mas isso explicarei num outro post.

Oscar 2010 - Os Mestres de Cerimônia


Nada melhor que não um, mas dois apresentadores do Oscar 2010 para esta noite. E melhor ainda, dois grandes astros da comédia, Steven Martin e Alec Baldwin. O primeiro já tem um extenso currículo de humor, já o segundo no começo da carreira atuou em filmes de ação e ronânticos, porém, atualmente vem acumulando boas críticas e vários prêmios pela sua personagem na série criada pela comediante Tina Fey, "30 Rock".

Steven Martin virá para cerimônia com experiência, pois ele já foi anfitrião de duas premiações - 2001 e 2003 - arrecadando boas críticas e risos. Para Alec Baldwin é um desafio, sendo sua primeira como apresentador. Fica a dúvida, será que ele conseguirá segurar uma premiação desse nível e muito mais, será que Mrs. Baldwin se dá bem ao vivo para milhões de pessoas? Veremos hoje!

sábado, 6 de março de 2010

Oscar 2010 - E o Oscar de melhor filme vai para...?










Oscar 2010 - Façam Suas Apostas!



Como em todo ano de Oscars as pessoas amantes de cinema fazem as suas apostas em quem ganhará o prêmio nas categorias destinadas. E eu, como um cinéfilo que sou, também gosto de montar um "bolão". Então, farei as minhas apostas nos ganhadores do Oscar 2010.

Eis os possíveis vencedores:


Melhor Filme


Melhor Diretor


Melhor Ator


Ator Coadjuvante


Melhor Atriz


Melhor Atriz Coadjuvante


Melhor Roteiro Adaptado


Melhor Roteiro Original


Melhor Filme Estrangeiro





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Oscar 2010 - Prós e Contras!

E foram anunciados os indicados ao Oscar 2010. Na visão dos críticos quase nenhuma novidade. “Avatar” saiu em disparada com nove indicações, mas não está sozinho. Lado a lado com a super produção de Pandora encontra-se o filme de guerra do momento “Guerra ao Terror” com nove indicações também. Um pouco atrás mas na cola dos dois está o novo filme de Tarantino, “Bastardos Inglórios”, com oito indicações. Por ultimo o favorito do Globo de Ouro – mas que decepcionou – “Amor sem Escalas”, com seis indicações. Caindo de predileto para apenas cumpridor de tabela.

A grande novidade deste ano é a quantidade de concorrência na categoria Melhor Filme – dez indicações. Essa inovação – que não é inovação, pois nos primeiros anos da cerimônia a categoria também tinha dez filmes indicados e com o passar dos anos caiu pela metade – deixou muitos críticos com o nariz virado. Alguns se perguntavam: “Como é que vão preencher essa categoria?”. Explicando: 2009 foi considerado um dos piores anos do cinema. Os estúdios não quiseram investir em muitas produções, com medo do fracasso devido a não lotação das salas de exibição – fato batido por Avatar. Culpa da crise financeira que se principiou no final de 2008. Mas o que pensavam ser impossível demonstrou ser plausível – com exceções, na minha opinião.

Bem, vamos aos indicados a Melhor Filme. Como já disse, neste ano serão dez os indicados que concorrerão pelo carequinha dourado. Fico feliz que alguns dos meus preferidos estão fazendo parte, como “Amor sem Escalas”, comédia perfeita para o momento que vivemos de capitalismo absoluto e individualismo social. Tendo como vilã a dominação da tecnologia da informática e quebrando todas a tradições. Substituindo o velho pelo novo. Excelente filme – o melhor de Jason Reitman, diretor também de Obrigado por Fumar e Juno. Grandiosa atuação de George Cloonney, mostrando cada vez mais que é um grande ator. “Bastardos Inglórios” é outro filme que me agradou também. Nunca ri tanto sobre a Segunda Guerra Mundial como nesta fita. Tarantino explorou com maestria e com humor negro a Resistência Francesa contra os nazistas – estes últimos mostrados como completos ignorantes e amedrontados pela milícia denominada Bastardos. Um grande elenco, todas as personagens tendo destaques nos momentos adequados. Ah, e o final brilhante que todos queriam que estivesse nos livros de História. Destaque fundamental para Cristoph Waltz magnífico em todas as cenas de seu personagem excêntrico e temperamental Coronel Hans Landa – fantástico. Não é à toa que Waltz vem acumulando prêmios por sua atuação e sem dúvida o Oscar também.

"Preciosa" preenche a categoria como representante do cinema Independente. Vencedor do Festival de Sundance em 2008 – a maior premiação para os filmes Independentes. O filme emocionou platéias em várias sessões. A ótima direção de Lee Daniels – indicado para Melhor Direção – é fabuloso. Magistral é o destaque da dupla de atrizes, Mo´nique – favorita ao premio de atriz coadjuvante – como uma mãe aproveitadora e odiosa e Gabourey Sidibe – indicada para melhor atriz – que só pelas feições de seu rosto nos mostra a plena tristeza de um ser humano excluído por não se adequar ao padrão de beleza da sociedade na década de 1980.

Os dois favoritos ao premio, “Guerra ao Terror” e “Avatar” são completamente diferentes entre si. Guerra ao Terror explora o dia a dia de um esquadrão anti-bombas nas ruas do Iraque. Além disso, mostra o sentimento psicológico das personagens em um ambiente inóspito. O filme tem seus altos – como as cenas de desarmamentos de bombas e conflitos entre o próprio pelotão – mas cai em outras que são irrelevante. Não acho um filme grandioso como os críticos apontam, e sim, regular, ao fato de não explorar a finco o que realmente está acontecendo no Iraque. Já outro filme favoritíssimo é "Avatar". O filme é inovador e nada mais. O roteiro é fraco, não explica alguns detalhes da trama, se importa mais para a ação de combate dos efeitos especiais, não explora o desenvolvimento das personagens.

"Up" chega para quebrar de vez a barreria que a Academia impõe aos desenhos - a última e única indicação ao Oscar para um desenho foi com "A Bela e a Fera" em 1992. O filme mostra que pode sim concorrer com os grandes, mérito para a Pixar que a cada ano nos presenteia com maravilhosas produções. "Distrito 9" a ficção científica do ano, sem dúvidas. Muito bem dirigido, mostra um Apartheid entre humanos e extraterrestres. O estilo documentário faz parecer real o que se passa na África do Sul futurística. "Educação", o repreesentante britânico, mostra a transição do pensamento da juventude na metade do século XX. Um filme encatador que foca a vida de uma garota de classe média que sonha em entrar na faculdade, mas é seduzida pelos prazeres da vida e o amor da puberdade. Destaque para Carey Mulligan - indicada para Melhor Atriz - muito bem no papel de uma garota inteligente mas ingênua para o mundo em transformação. "A Serious Man" dirigido e escrito pelos irmãos Coen. Este filme que muitos tinham esquecidos merece lugar entre os outros. Uma comédia que gira ao redor de uma família judia da década de 1960, muito mais em torno do patriarca - excelente atuação de Michael Stuhlbarg, esquecido pela academia - que começa a perder a promoção do emprego de professor, a mulher pede o divorcio para se casar com um dos amigos dele, os filhos incompreendidos e o irmão maluco que nunca sai do banheiro são alguns problemas que a personagem enfrenta ao decorrer do filme. As cenas de Michael ficando louco são de rir alto, o mesmo são as consultas com os Rabinos. Merece lugar e lembrança pela indicação. "The Blind Side" este filme nem devia estar na categoria, não sei o que deu na cabeça da Academia em indicar Isto. Não é um filme para Oscar, tirou vaga de muitos filmes bons. A única fórmula que funciona - eu pensava que nunca diria isso - é a grande atuação de Sandra Bullock no papel de uma mãe mão-de-ferro e ao mesmo tempo caridosa.

O filme que me agradou e gostaria que vencesse é “Amor sem Escalas”, como disse, é o filme do momento. Mostra sem clichês a ambição e o desinteresse das empresas ao funcionário que sempre batalhou pela instituição. Levantava bandeira, acordava todos os dias cedo para o seu trabalho, deixando para trás até a própria família, só tendo visão ao trabalho. De um certo tempo acaba sendo despedido sem nem um tapinha nas costa e obrigado. É nisso que a película se destaca, a verdade no mercado trabalhista atual. Quebrando de vez a famosa frase de que o trabalho dignifica o homem, e sim, rebaixa o homem. Meu filme favorito!

Avatar - Inovação e Preservação




Mais uma vez James Cameron provou que é o rei dos Blockbusters. Diretor de clássicos da ficção científica como Terminator 1 e 2 e O Segredo do Abismo, mostra mais uma vez sua obsessão por efeitos especiais. Desta vez ele conseguiu estar acima do patamar da tecnologia com o seu novo sucesso Avatar. homenzinhos azuis de mais de três metros de altura, fauna de impressionar as savanas e flora de deixar a floresta amazônica parecer um bosque fizeram dessa fita - que durou quatro anos para ficar finalizada - o sucesso desde então, estrondoso. Realmente Cameron provou que é o Midas das bilheterias - o seu último filme foi Titanic de 1997, recordista desde então - que no caso, usou esse seu dom para servir de propósito à mensagem que quis passar ao público. Mas como assim?

Avatar está conseguindo ir muito bem nas bilheterias não só por causa dos efeitos especiais de última geração - o que é impressionante - e sim, devido o seu apelo moral: a preservação da natureza. Cameron não esconde o seu desapontamento com o que a mão humana vem fazendo ao planeta; escolheu a lua de Pandora para contextualizar o abalo que está acontecendo com a fauna e flora do nosso globo azul. A ambição que ultimamente é registrado na cultura humana está explícito na corporação que comanda a extração mineral no filme, sem se importar com o próximo ou o meio de sobrevivencia da população nativa. A forma de coesão à força registrado pelo exército, mostra muito bem as atitudes que estão acontecendo bem perto de nós e está a anos luz de Pandora. Coincidência? Acho que não. Nesse ponto de vista, o propósito do filme em ser lançado em 2009 vem bem a calhar.

Para concluir, não escrevo essa coluna para avaliar a película e sim o que Cameron deixou nas entrelinhas. O que muitos tentam não enxergar ou que não conseguiram prestar a atenção devido aos vislumbrantes cenários computatorizados. Muitos diriam que é clichê a ideologia do filme, eu diria que é um conselho de avô para os netos - pois a juventude foi a que mais lotou as salas de cinemas para ver o filme - que atualmente estão se dando conta da realidade do mundo. Uma fábula, sendo que a moral, só o futuro - e as novas gerações - escreverá.


Trailer de AVATAR:

http://www.youtube.com/watch?v=PaZ0FYbM3MM